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22/09/2009 - CELULAR NA BOCA DO CAIXA

Do escambo à moeda, do metal ao papel, e do dinheiro de plástico aos dispositivos eletrônicos. As formas de pagamentos mudaram muito nos últimos tempos e tanto a carteira, com dinheiro vivo, como os cartões de crédito tendem a ser substituídos por outras tecnologias mais modernas e seguras.


O celular é uma delas, especialmente para compras e pagamentos de pequeno porte e transferências de dinheiro para outras contas. E, em algumas soluções, os comerciantes servem de agentes intermediários entre bancos e os usuários finais. São diversas as possibilidades e tecnologias para uso do telefone móvel nas transações financeiras. Eles ganharam força na Ásia (principalmente), Estados Unidos, Europa e América Latina e são usados em vários tipos de operações: para o pagamento do táxi, compras remotas (delivery) ou presenciais, com mensagens SMS, WAP, aplicativos embarcados, ou em operações mais sofisticadas de aproximação (via tecnologia NFC - Near Field Communication). Tudo para agilizar o atendimento e permitir segurança ao comerciante e ao usuário.


Segundo a empresa de consultoria Gartner, além das operações de SMS, o NFC (por proximidade entre o celular e uma máquina POS) deve ficar popular a partir de 2010 no mundo, passando a ser responsável por um quarto das transações em 2012. Não importa a tecnologia. O certo é que o Brasil e países latino-americanos devem ganhar com esse novo paradigma. Já dispomos de uma larga experiência com o internet banking, evoluímos para o mobile banking sem traumas e temos uma gigantesca base de celulares funcionando (mais de 165 milhões em agosto), o que facilita muito a adoção do m-payment. . Um dos projetos em andamento em São Paulo é o Ticket Restaurante Mobile, da empresa de vale-refeição. A Ticket, com 54 mil clientes (empresas) e 5,3 milhões de usuários, está testando o pagamento remoto através de 30 telefones funcionando em estabelecimentos comerciais.


Foram escolhidas cafeterias e restaurantes (delivery), entre eles o China in Box, o restaurante Saborini (do Centro Empresarial) e o Fran's Café (da Haddok Lobo, nos Jardins). Quando começou a pensar nessa modalidade de pagamento para facilitar a vida de seus clientes, a Ticket decidiu entregar o telefone para o comerciante e não para o usuário final. O diretor de Estratégias, Marketing e Produtos da empresa, Gustavo Chicarino, diz que o comerciante poderá reduzir pela metade seus custos de aluguel com os terminais POS (cujos valores variam de R$ 130 a R$ 150/mês). "Ele pagará, no futuro, um valor único (em torno de R$ 70) e sem outros custos sobre a transação". Chicarino lembra que além de economizar com o celular (todos da Claro, por enquanto), o comerciante terá mais comodidade e mobilidade na hora de cobrar a conta do cliente, em casa ou no local de trabalho. "O entregador da pizza não precisará carregar o terminal POS, só o celular. É mais seguro e econômico", justifica o executivo. Outra vantagem, salienta, é que poderão ser agregadas outras funcionalidades ao aparelho, como o GPS para localização dos entregadores de refeições.


Até o fim do ano, a Ticket espera ter mil terminais funcionando em São Paulo e pretende levar a experiência a outras capitais. Simplicidade – O aplicativo é da Abacomm e o funcionamento é simples. Ao chegar ao local da entrega, o funcionário mostra o ícone do Ticket Mobile na tela do telefone e digita o número do cartão do Ticket do cliente. Em seguida, é inserido o valor da compra e o consumidor confere seus dados e os do estabelecimento. Depois, insere sua senha pessoal (num teclado digital criado pelo aplicativo, como nos bancos online) e o pagamento é concluído. As informações vão para a central da empresa, e não é emitido comprovante. Saldos e operações efetuadas são checados pelos usuários na sua conta no site da Ticket (www.ticket.com.br). Em breve, estará no ar um hotsite na web só para esse tipo de operação. A segurança é garantida com criptografia dos dados e a senha obedece a setas de navegação com posições de números mudando a cada transação. O restaurante Saborini, que serve refeições em dois pontos do Centro Empresarial de São Paulo, adotou o novo sistema há 20 dias e apenas no serviço delivery, porque no restaurante seria um procedimento lento. O sócio-proprietário Ailton Simão de Jesus diz que algumas pessoas ainda relutam em fornecer sua senha para um celular (que não é o seu). "É porque estamos começando uma nova cultura", avalia. "Há 10 anos, usávamos cheques e dinheiro. Hoje, todos têm cartões de débito ou crédito e o cheque desapareceu". O celular pode ocupar também esse espaço. Ailton Jesus lembra que seus gastos com aluguel de terminais POS das várias bandeiras estão em torno de R$ 1.300 mensais, porque ele tem várias máquinas no restaurante. "Com o telefone móvel esse custo deve cair", espera o comerciante.


 

Diário do Comércio
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