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02/01/2012 - GREVE E APAGÃO - CRN

Uma inédita greve de trabalhadores no setor de tecnologia da informação, que estava sendo gestada desde janeiro, acabou sendo detonada este mês. Tudo começou com o impasse em torno da negociação de reajuste salarial e com a interrupção das negociações depois de quatro rodadas de debates entre o sindicato patronal e o Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação (Sindpd).

As principais reivindicações dos trabalhadores são 11,9% de aumento salarial linear, desenvolvimento de plano de Participação em Lucros e Resultados (PLR), auxílio-refeição de 15 reais por dia e ampliação de pisos. O Sindicato das Empresas de Processamento de Dados e Serviços de Informática do Estado de São Paulo (Seprosp), patronal, oferece reajuste salarial de 6,47%, índice que repõe a inflação, e refuta todas as outras solicitações. Sem acordo, os profissionais da categoria decidem-se pela paralisação, com direito a manifestações em frente a grandes empresas localizadas em São Paulo, como Sonda Procwork, Totvs, T-Systems, Prodesp, Indra, ConnectCom, Stefanini, HP/EDS, Tivit e Fidelity.

A decisão acaba ficando para o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que em junho decide-se por aumento salarial de 7,5% para toda categoria; obrigatoriedade de criação de plano de Participação nos Lucros e Resultados (PLR); reajuste dos pisos de digitador, office boy, administrativo, técnico em informática e help desk; pagamento de vale refeição; aumento de horas extras; estabilidade de 90 dias (a partir de 25 de maio) benefício para trabalhadores com filhos excepcionais; e direito a não descontar os dias parados durante a greve, que foi considerada não abusiva. A situação, na verdade, só expõe o que todo mundo sabe: o mercado vai ter de rebolar para dar conta do apagão profissional de TI.

Do outro lado do globo, tem início a onda de desastres naturais que vai impactar a TI ao longo do ano com o tsunami e o terremoto que arrasaram boa parte do Japão, grande fornecedor mundial de partes eletrônicas como memórias flash Nand, usadas em smartphones e dispositivos móveis, e Dram, memória de sistema usada em PCs, além de rótulos de silício usados na fabricação de chips. Com fábricas lutando com quedas de energia e interrupção de fornecimento, os preços dos componentes aumentaram 30% em 24 horas.

Outra notícia que envolve o segmento é a condenação de cinco ex-executivos da Mude, após quatro anos de deflagração da Operação Persona – Carlos Carnevali, ex-executivo da Cisco envolvido no caso, foi inocentado.­ Outro recado importante é o da IBM, que fez 100 anos em 2011 e retomou seu encontro mundial de canais, o PartnerWorld Leadership Conference, depois de cinco anos de interrupção. A estratégia da empresa é se apoiar nas revendas para avançar 20% no ano, bem mais do que a expectativa de expansão do mercado, de 9%.

Além da IBM, os eventos mundiais de canais da HP e da Cisco batem na mesma tecla: todas anunciam seus programas na nuvem, mostrando que agora é para valer. O até então CEO da HP, Léo Apotheker, declara que quer usuários conectados pela nuvem “na estrada, em casa ou no trabalho”. Enquanto isso, no Brasil, a HP cria uma camada intermediária em sua cadeia de distribuição nomeando cinco subdistribuidores – Veja Mercantil (Belo Horizonte), Primetek (Goiânia), Handytech (Salvador), Houter (São José dos Campos) e Leblon (Cuiabá).

As revendas brasileiras, aliás, ganham apoio extra para buscar o mercado externo. Enquanto a Network1 abre uma unidade nos Estados Unidos, a Afina anuncia que vai prestar serviço de consultoria para o canal que queira abrir operação nos países em que a distribuidora já está instalada. E a mais internacional das empresas nacionais de TI, a Stefanini IT Solutions, compra mais duas empresas no exterior: depois de adquirir em 2010 a TechTeam, sediada nos Estados Unidos, compra a também norte-americana CXI e a colombiana Informática & Tecnologia.

O Brasil, que continua na rota dos investimentos, passa a ser polo logístico para a Panduit para atender à América do Sul. Mas como, apesar da expansão do mercado, a distribuição não está com a vida fácil, por aqui, graças ao labirinto tributário, a Alcateia escolhe Vitória, no Espírito Santo, e a Officer anuncia uma operação no Rio de Janeiro, ambas com o objetivo de aumentar suas chances de expansão regional (a da Officer, na verdade, acabou demorando bem mais que o previsto para ser viabilizada por conta de dificuldades na obtenção de benefícios fiscais).





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